Arquivo da categoria: Filmes

Exit Through the Gift Shop

Piada de bom gosto

Diversão e polêmica no documentário dirigido por Banksy

WILSON SAIKI JR.
O FINO DA MOSTRA

Sensação do último festival de Sundance, Exit Through the Gift Shop trabalha um aspecto do documentário que vem se tornando comum nos últimos anos, a mistura de realidade e ficção. O brasileiro Eduardo Coutinho em Jogo de Cena e o chinês Jia Zangke em 24 City já usaram desse artifício. Agora, o artista plástico/grafiteiro/diretor Banksy explora outras formas dessa mistura.

Banksy é reconhecido mundialmente por seu anonimato e suas obras polêmicas – entre elas grafitar no muro entre Israel e a Faixa de Gaza ou criar uma instalação distorcendo as tradicionais cabines telefônicas londrinas –, mas em Exit é apenas um dos personagens da história contada pelo “artista” francês Thierry Guetta. Logo na apresentação, Banksy aparece com a imagem escurecida e a voz distorcida para fazer um alerta: o documentário seria sobre ele, mas o personagem de Guetta tornou-se mais interessante.

Na primeira parte do documentário conhecemos a obsessão de um videomaker. Guetta vive nos Estados Unidos e não larga a sua câmera, produzindo imagens aleatórias. Até que descobre o mundo da arte de rua e se propõe a explorar esses artistas. Na Califórnia, em Paris ou Londres, passamos a acompanhar o trabalho de artistas de rua, como Space Invader e Shepard Fairey (aquele do pôster do então candidato Barack Obama e que assina a co-direção do filme).

Guetta, porém, apenas registra e não edita seu trabalho. Quando realiza seu grande objetivo – conhecer Banksy –, é que recebe o desafio: produzir um documentário com o material coletado durante anos. O resultado é desastroso e é a deixa para a segunda parte do filme. Agora o francês é desafiado a produzir sua própria arte, sob a alcunha de Mr. Brainwash (MBW).

Mr. Brainwash

A caricatura construída por Guetta convence a imprensa de Los Angeles, que, mesmo sem conhecer o “novo artista”, cria grande expectativa para a abertura de sua exposição de estreia. Longe de ser algo pequeno, Mr. Brainwash arrisca seu début Life Is Beautiful em um grande galpão nos antigos estúdios da CBS. Investindo na publicidade e no aval de artistas renomados (coincidentemente Banksy e Fairey), ele consegue atrair um grande público para a exposição. Suas obras? Clichês artísticos inspirados em Andy Warhol e exibidos em quadros e instalações.

O alvoroço no mercado de arte faz com que as obras sejam rapidamente vendidas, atraindo os “especialistas” em arte contemporânea. À época, Banksy soltou comentários irônicos sobre o sucesso do seu pupilo e provocou dizendo: “A capacidade da América de ser irritante é igualada apenas pela sua capacidade de reinventar-se em algo brilhante.”

Exit Through the Gift Shop
diverte e pode ser tema de boas conversas em mesas de bar. Tanto para duvidar da construção do “documentário”, como para discutir a arte contemporânea e os excessos de um mercado que cria figuras como Damien Hirst e Mr. Brainwash.

EXIT THROUGH THE GIFT SHOP
(Idem), 2010, Reino Unido. (87 min.)
Dir.: Banksy

26/10 (Ter) | 19:50 – Sessão 464 | Belas Artes 2
29/10 (Sex) | 19:50 – Sessão 763 | Espaço Unibanco 3

Modra

Que ficassem no Canadá

Longa canadense filmado na Eslováquia busca o equilíbrio e cai na indiferença

PEDRO DE BIASI
O FINO DA MOSTRA

A história de Lina (Hally Switzer) e Leco (Alexander Gammal) poderia se passar em qualquer lugar do globo. Por acaso, os dois adolescentes viajam para Modra, a cidade-título onde mora parte da família da garota. Depois de ser dispensada por seu namorado, ela tem em mãos uma segunda passagem Canadá-Eslováquia, e acaba convidando o atlético Leco, que mal conhece. Hospedados na casa da tia de Lina, o casal começa a se aproximar.

Pouco do que ocorre nos enxutos oitenta minutos é reflexo da terra estrangeira e da língua desconhecida. A questão principal é o bucolismo, que afeta os visitantes e a forma como se enxergam. A diretora, roteirista e produtora Ingrid Veninger tem como missão manter o equilíbrio em situações fáceis de perdê-lo. As montanhas ao redor da cidadezinha e a rotina pacata são vistas quase que sem deslumbramento, assimiladas com uma prazerosa entrega. A visão de Veninger não é a de uma viajante que visita um país pela primeira vez, e sim de alguém que já o visitou muitos anos atrás.

É importante destacar que os estreantes Gammal e Switzer fazem bons trabalhos, mas que o clichê “estão à vontade” não pode ser usado. Eles parecem quase soltos, mas não completamente, como se faltasse qualquer pitada de desenvoltura para que eles soassem naturais de fato. A situação pede por essa estranheza, esse reconhecimento parcial, o que firma um bem realizado processo de aproximação.

Mesmo que a proposta equilibrada não seja medo de ousar, Veninger às vezes se desequilibra. Para começar, o retrato da vivência bucólica sai dos eixos nas inúmeras tomadas ensolaradas, pendendo para uma breguice e um exotismo que não deveriam ser tão difíceis de evitar – ainda menos quando há tão poucos excessos no filme. Os acordes da trilha sonora parecem evitar o exagero, mas se tornam chamativos já que tocam demais, sempre que é conveniente.

Afinal, a própria questão do deslocamento se resolve na Eslováquia graças às afinidades de Veninger, nascida em Bratislava. O que importa é o ar genérico de afastamento e novidade, e não tanto as particularidades do lugar, das pessoas ou da língua – é bom notar que o mágico, elemento estranho, é mudo. Se tudo isso é um mero enfeite para os protagonistas canadenses, a viagem é supérflua.

MODRA
(Idem), 2010, Canadá. (80 min.)
Dir.: Ingrid Veninger

23/10 (Sáb) | 21:50 | Frei Caneca Unibanco Arteplex 4
24/10 (Dom) | 13:30 | CineSesc
26/10 (Qua) | 16:00 | Frei Caneca Unibanco Arteplex 6

Poesia

Vida e inspiração

Tema difícil é solucionado com atuação primorosa e belo roteiro

WILSON SAIKI JR.
O FINO DA MOSTRA

O cinema sul-coreano volta a ter um representante de peso na Mostra. Após o sucesso de Mother no último ano, Poesia traz um elemento similar – a força do papel maternal em ótimo estilo –, mas aprofunda outras questões existenciais.

Na primeira cena do filme, o espectador se depara com o corpo de uma jovem boiando em um rio, e crianças brincando à margem. Conhecemos, então, Yang Mija (Yoon Jeong-hee): uma senhora que divide seu tempo entre criar o neto de 16 anos, Jong Wook (Lee David), frequentar um curso de poesia e cuidar de um homem que sofreu um AVC, de onde tira sua renda.

Enquanto a vida aparentemente pacata dessa senhora de classe média-baixa é contada, ela passa a enfrentar uma suspeita de Alzheimer e um problema com o neto. Wook é acusado de participar, junto a outros cinco amigos, de sucessivos estupros contra uma garota que cometeu suicídio e deixou um diário relatando os casos. Para manter o crime sob sigilo, os pais dos estudantes reúnem-se e decidem indenizar a mãe da menina em 30 milhões de wons – o equivalente a 27 mil dólares.

Não, a partir daí o filme não entra em uma reviravolta, na qual Mija teria que conseguir desesperadamente o dinheiro para ajudar o neto. Ela continua frequentando o curso de poesia e buscando sua veia literária, além disso, em nenhum momento confronta o neto sobre o que teria de fato acontecido e continua com a mesma rotina, entre broncas pela bagunça deixada pelo garoto na casa e partidas de badminton na rua.

A beleza do filme está na primorosa interpretação de Yoon Jeong-hee, atriz de 66 anos, estrela do cinema sul-coreano nos anos 60 e 70 e que ainda guarda belas feições. Destaque também para a direção correta de Lee Chang-Dong e para o roteiro, premiado no último festival de Cannes, e adaptado de um livro. Poesia reafirma a força do cinema sul-coreano.

POESIA
(Shi), 2010, Coreia do Sul. (139 min.)
Dir.: Lee Chang-Dong

23/10 (Sáb) | 15:50 – Sessão 197 | Espaço Unibanco Pompéia 1
24/10 (Dom) | 21:40 – Sessão 215 | Frei Caneca Unibanco Artplex 1
25/10 (Seg) | 16:10 – Sessão 313 | Frei Caneca Unibanco Artplex 1

Minhas Mães e Meu Pai

Uma família pouco convencional

Em Minhas Mães e Meu Pai, conflitos típicos permeiam um moderno núcleo familiar

JÉSSICA FIORELLI
O FINO DA MOSTRA


Casadas há quase duas décadas, Jules (Julianne Moore) e Nic (Annette Bening) fizeram a família crescer por meio de inseminação artificial. Joni (Mia Wasikowska) e Laser (Josh Hutcherson) são os filhos do casal concebidos a partir do mesmo anônimo doador de sêmen.

A primogênita acaba de completar 18 anos e está prestes a ir para a universidade. Apesar de já ter atingido a idade exigida para poder entrar em contato com o pai biológico, Joni decide procurá-lo apenas para satisfazer o pedido do caçula Laser. E aí que os irmãos se deparam com descolado Paul (Mark Ruffalo), e logo o inserem no cotidiano da família.

Dirigido por Lisa Cholodenko, o longa retrata mudanças e problemas enfrentados por qualquer família, como os da adolescência e da relação entre casal. Mas todo esse mote não é levado às telas com uma carga de drama. Ao contrário, a comédia é o gênero em que o filme mais se enquadra.

Apesar de alguns conflitos da trama envolverem o casamento gay, é interessante notar que a união homossexual não é centro da história. A relação de Nic e Jules é tratada com uma naturalidade pouco vista antes nos cinemas, e é claro que alguns clichês contribuem para esse retrato.

A atuação é um dos pontos fortes em Minhas Mães e Meu Pai. Annette Bening, mesmo vestindo o estereótipo do “homem da casa”, faz uma interpretação carismática e bastante contundente. Julianne Moore e Mark Rufallo, ao contracenarem algumas das sequências mais engraçadas, complementam o notável elenco.

A superficialidade ficou por conta da construção dos personagens de Mia Wasikowska e de Josh Hutcherson. A atriz, que protagonizou o recente Alice no País das Maravilhas de Tim Burton, faz apenas o mínimo em seu papel, já que suas pequenas crises de uma adolescente que está a caminho da vida adulta não convencem muito. Quanto a Hutcherson, o influenciável garoto esportista e de pouca personalidade fica à margem da história a partir da metade do filme.

Indie rock e clássicos – como David Bowie e Joni Mitchell – compõem a divertida trilha sonora da produção. A música também tem papel no título original, The Kids Are All Right, pois é uma referência ao nome de uma canção da banda The Who.

MINHAS MÃES E MEU PAI
(The Kids Are All Right), 2010, Estados Unidos. (106 min.)
Dir.: Lisa Cholodenko

24/10 (Dom) | 22:00 – Sessão 259 | Cine Livraria Cultura 1
25/10 (Seg) | 17:40 – Sessão 318 | Frei Caneca Unibanco Artplex 2
26/10 (Ter) | 19:50 – Sessão 472 | Cinemark Eldorado 7
01/11 (Seg) | 00:00 – Sessão 1028 | Frei Caneca Unibanco Artplex 1

Cópia Fiel tem sessão nesta sexta-feira (22)

Igual e diferente

Abbas Kiarostami filma na Itália com uma francesa e um inglês, mas continua um cineasta distinto

PEDRO DE BIASI
O FINO DA MOSTRA

A ambientação e as línguas de Cópia Fiel podem fazer estranhar tal produção na filmografia do diretor e roteirista iraniano Abbas Kiarostami. Seria um engano: a noção de cópia já estava presente nas encenações ambíguas de Gosto de Cereja e Através das Oliveiras. O escritor James Miller (William Shimell) e “Ela” (Juliette Binoche) entram em longos confrontos de idéias sobre a autenticidade e o valor que um artefato original carrega. Saindo das regras de sutileza da narrativa clássica, o tema em questão é abordado frontal e incessantemente, o que só torna o filme mais difícil.

Digamos que uma trama é construída em torno de um subtexto de forma a não deixá-lo ressaltado. Uma vez percebido pelo espectador, o detalhe passa a sensação de descoberta, como um enólogo reconhecendo as nuances de um vinho. É gratificante. Por outro lado, se a bebida viesse com a lista dos processos de sua fabricação e de todos os seus aromas e sabores, não restando nada a ser notado, seria muito mais difícil para um apreciador se gabar de sua percepção.

Isto se dá com o filme de Kiarostami não apenas pela inteligência das metáforas, mas porque elas já vêm crivadas de questionamentos e constatações. De que adianta apontar que o amor entre a mulher e James é como que uma cópia de outra relação? Discorrer sobre os conceitos apresentados pelo roteiro também é fútil, visto que os protagonistas verbalizam ao máximo a discussão ao longo do dia que passam na vila de Lucignano.

A visão da cópia como um artefato dotado de valores, independentemente de sua natureza mimética, questiona o ato de copiar, que por sua vez carrega certa mistificação e valorização icônica da obra “original”. No entanto, a reprodução pode ser vista como autêntica por leigos, ou até mesmo para estudiosos. Em outras palavras, a autenticidade não é só problematizada, como também relativizada.

Kiarostami trabalha com a analogia o tempo todo, a exemplo do passeio no vilarejo de Lucignano, que referencia outro trajeto. Tudo na relação do casal traz ecos velados de outras situações – para não dizer de outros filmes de romance. Mais que isso, o casal é influenciado pelas pessoas que encontram, especialmente no que estas dizem sobre o que há de mais fundamental nos relacionamentos amorosos. É então que discursos piegas aparecem, remetendo a convenções moralistas que “deveriam ser” superadas.

Mais brilhante é como ideias profundas e facilmente associáveis à trama principal são destrinchadas ao limite, expondo o que há de mais interno naquelas mentes. Não é apenas o desnudamento emocional, é a intelectualidade descascada que revela o “ridículo” e “estúpido” que habita o cérebro humano – sem repulsa às convenções. A questão está mais na percepção de que tudo gira em torno de eixos inevitáveis. Tudo é original e tudo é cópia.

O uso do campo/contracampo, com Shimell e Binoche mirando a câmera de frente, deixa claro que o autêntico existe, mas não é sólido. Entre cópias de sentimentos antigos e manifestações inéditas de mudança, os personagens transformam suas imagens de forma tão veloz que não pode ser percebida. O original e o copiado se embaralham no rosto dos atores, na apreensão frontal de suas expressões, na posição da câmera como espelho, interlocutor, vítima, ou seja, parte integrante da (re)construção.

Sendo assim, mais importa a cópia infiel, as distorções pelas quais todas as percepções passam – inclusive a do espectador. Pois, quando um dos protagonistas é enquadrado, falta o outro lado. Ao jogar com pressupostos de percepção pura, Kiarostami confecciona significados que não se furtam da relatividade nem em uma cópia fiel. A coragem do cineasta de deixar a inteligência em suspenso é fenomenal.

CÓPIA FIEL
(Copie Conforme), 2010, França/Itália/Irã. (106 min.)
Dir.: Abbas Kiarostami

22/10 (Sex) | 23:40 – Sessão 65 | Espaço Unibanco 3
23/10 (Sáb) | 14:30 – Sessão 170 | Reserva Cultural 1
24/10 (Dom) | 19:50 – Sessão 282 | Belas Artes – Sala 2
25/10 (Seg) | 17:40 – Sessão 356| Cine Livraria Cultura 1

Maradona

As várias faces de um gênio

Kusturica filma o amigo Maradona sem esconder a admiração pelo ídolo

WILSON SAIKI JR.
O FINO DA MOSTRA

O documentário Maradona, no original Maradona by Kusturica, é imperdível, principalmente para os amantes do futebol. A genialidade do craque argentino é confrontada com os problemas pelo qual o jogador passou, e conhecemos ainda seu discurso político, afinado com as tendências socialistas-revolucionárias da América Latina: Maradona é um grande amigo de Fidel Castro e aparece ao lado de Evo Morales e Hugo Chávez em palanques políticos.

Emir Kusturica, duas vezes premiado com a Palma de Ouro em Cannes, não tenta esconder a amizade e admiração pelo jogador e realiza uma obra pessoal, o que é ainda melhor. Merecem destaque os dois lances que ocorreram durante a Copa do Mundo de 1986 – vencida pela Argentina –, o gol de mão e a impressionante jogada em que driblou dez adversários  e marcou para sua seleção, ambos contra a Inglaterra.

Esse é o ponto em que Maradona declara ter sido uma vitória política, pois seu país havia sido atacado pela forças inglesas na Guerra das Malvinas (1982). O diretor aproveita a imagem do gol para brincar com personagens políticos, como o Rei Charles, a primeira-ministra Margareth Tatcher e até Tony Blair.

Ainda são exibidas outras sequências engraçadas, principalmente as que remetem à Igreja Maradoniana, adaptada ao deus Maradona. Os batizados e casamentos ocorrem em um campo de futebol e o objeto a ser adorado é uma bola com uma coroa de espinhos, além das orações, alteradas para enaltecer o argentino.

As gravações do documentário ocorreram entre 2005 e o início 2007, momento em que o jogador estava bem, mas sofreria outra recaída logo em seguida. As causas principais dos problemas durante a carreira de Maradona foram o vício em cocaína e o abuso do álcool. Duas vezes punido em exames antidoping, o argentino declara, arrependido, que caso não tivesse se envolvido com as drogas teria sido ainda melhor. Difícil imaginar como isso seria possível.

MARADONA
(Maradona by Kusturica), 2008, Espanha/França. (90 min.)
Dir.: Emir Kusturica

25/10 (Dom) | 22:00 – Sessão 303 | Cinemark Shopping Eldorado
30/10 (Sex) | 19:00 – Sessão 833 | Cinemark Cidade Jardim
04/11 (Qua) | 16:20 – Sessão 1257 | Unibanco Arteplex 1

A música em “500 dias com ela”

16 músicas e 500 dias

ALICE RANGEL do Bowlingforcake
ESPECIAL PARA O FINO DA MOSTRA

Raditude, o próximo álbum do Weezer, só será lançado no dia 3 de novembro, mas a música (If you’re wondering if I want you to) I want you to já ganhou um vídeo.

O clipe se passa em Weezerland, uma cidade habitada apenas pelos membros da banda e que tem sua rotina quebrada pela chegada de uma nova moradora. O vídeo foi dirigido por Marc Webb, diretor que entra em cartaz junto com a 33º Mostra de Cinema de São Paulo.

500 dias com ela é o primeiro filme de Webb, que já gravou mais de 80 video clipes, inclusive Perfect Situation do Weezer. O longa é uma comédia romântica que fala sobre Tom (Joseph Gordon-Levitt ) e os 500 dias que ele passa com Summer (Zooey Deschanel).

Um dos principais atrativos do filme é sua trilha sonora. Não tem Weezer, mas contem nomes tão distintos entre si como The Smiths e Carla Bruni. Apesar da variedade, o conjunto de canções que embalam as idas e vindas de Summer e Tom convive com naturalidade e harmonia.

As mulheres marcam presença com as já conhecidas Feist, Regina Spector e até a primeira dama francesa Carla Bruni. A novidade fica por conta da cantora canadense Meaghan Smith com a adorável canção Here Comes Your Man.

O cheiro de mofo veio representado pelas duplas Hall & Oates e Simon & Garfunkel e, é claro, pelo The Smiths. A finada banda de Morissey contribuiu com duas de suas mais belas canções: There’s a Light That Never Goes Out e Please, Please, Please Let Me Get What I Want. Há ainda uma versão cover da segunda música interpretada por She & Him, dupla de indie folk formada pela protagonista do filme Zooey Deschanel e por M. Ward.

Bandas já estabelecidas como Doves, Wolfmother e Black Lips convivem com a jovem australiana The Temper Trape, que viu sua carreira decorar depois que a música Sweet Disposition foi vinculada ao trailler do filme. Por fim, há a deliciosa e, infelizmente, extinta banda inglesa Mumm-Ha. A canção She’s Got You High é um dos pontos altos de uma das trilhas sonoras mais bem escolhidas dos últimos tempos.

500 DIAS COM ELA
((500) Days of Summer), 2009, Estados Unidos. (95 min.)
Dir.: Marc Webb

24/10 (Sáb) | 23:10 – Sessão 203 | Espaço Unibanco Pompéia 2
25/10 (Dom) | 13:50 – Sessão 266 | Cine Bombril 1
26/10 (Seg) | 21:30 – Sessão 418 | Cinemark Cidade Jardim
31/10 (Sáb) | 19:00 – Sessão 933 | Cine Tam 3