Arquivo do dia: 07/11/2009

Alteração na repescagem + Programação de quinta-feira (12/11)

08/11/2009 – Domingo


CINEMATECA – SALA PETROBRAS


Sessão 1479 – 21:00

SAI O FILME

EXPRESSÃO JOVEM (TEENAGE RESPONSE), de Eleni Ampelakiotou (160′). ALEMANHA. Falado em alemão. Legendas em inglês. Legendas eletrônicas em português. Indicado para: LIVRE.

ENTRA O FILME

O CERCO – A DEMOCRACIA NAS MALHAS DO NEOLIBERALISMO (L´ENCERCLEMENT – LA DÉMOCRATIE DANS LES RETS DU NÉOLIBÉRALISME), de Richard Brouillette (160′). CANADÁ. Falado em francês, inglês. Legendas em espanhol. Legendas eletrônicas em português. Indicado para: 14 ANOS.

 

12/11/2009 – Quinta

CINE BOMBRIL 1

Sessão 1517 – 14:00
CHUTES (KICKS), de Lindy Heymann (82′). REINO UNIDO. Falado em inglês. Legendas eletrônicas em português. Indicado para: 16 ANOS.

Sessão 1518 – 15:50
O PASSO SUSPENSO DA CEGONHA (TO METEORO VIMA TOU PELARGOU), de Theo Angelopoulos (140′). GRÉCIA, FRANÇA, ITÁLIA, SUÍÇA. Falado em francês, inglês, grego. Legendas em inglês. Legendas eletrônicas em português. Indicado para: 14 ANOS.

Sessão 1519 – 18:30
O APICULTOR (O MELISSOKOMOS), de Theo Angelopoulos (120′). GRÉCIA, FRANÇA. Falado em grego, francês. Legendas em francês. Legendas eletrônicas em português. Indicado para: 14 ANOS.

Sessão 1520 – 20:50
PAISAGEM NA NEBLINA (TOPIO STIN OMICHLI), de Theo Angelopoulos (180′). GRÉCIA, FRANÇA, ITÁLIA. Falado em grego. Legendas em inglês. Legendas eletrônicas em português. Indicado para: 14 ANOS.

Seguindo em Frente

A vida após a morte

O diretor de Ninguém Pode Saber mostra o demônio familiar com esperança, mas sem conciliação definitiva

PEDRO DE BIASI
O FINO DA MOSTRA

A história acompanha dois dias de uma reunião familiar na casa do patriarca (Yoshio Harada) e de sua esposa (Kirin Kiki). A visita ocorre para lembrar a morte de Junpei, o primogênito. Ryota (Hoshiro Abe), agora o filho mais velho, enfrenta o desdém do pai, que não aceita que ele não tenha seguido a profissão de médico.

No começo, tudo parece em ordem. O alimento, metáfora constante no filme, traz desentendimentos saudáveis. Mesmo assim, o encontro está fadado ao caos. Em vez de encarar essa inevitabilidade com pesar, a família Yokoyama prefere aproveitar o tempo junto comendo muito e se divertindo. Eles sabem que precisam falar, gritar e rir constantemente para não se lembrarem do falecido.

A matriarca parece incrivelmente evoluída perante o marido. Ela consegue participar e até mesmo comentar as mágoas de perder um filho – versatilidade que Kiki alcança com louvores. A tensão também se dá por causa de Ryota. Além de ter negado os planos do pai, ele se casou com uma viúva, que é obviamente mal vista.

É sutil a abordagem desses pequenos ressentimentos. Em meio conversas despojadas, surgem frases (“Crianças não crescem necessariamente como queremos”) que têm significados fortes para o homem da casa. Ele responde sem a mesma delicadeza, como se sentisse todas essas “farpas” e as devolvesse em represália.

Apesar dessa disputa de gerações, constantemente abordada pelo Cinema japonês, o tema do parente morto é crucial. Em certa cena, a esposa de Ryota (a excelente Yui Natsukawa) ouve da sogra que seria bom ela não engravidar, pelo bem do filho que tivera no primeiro casamento. Fica uma dúvida: ela estava sendo desagradável ou apenas comunicando as dores de ser mãe? E como a nora entendeu? Seu eterno e cordial sorriso é triste nesse momento, mas seria por raiva ou por pena?

Kore-eda, no entanto, não quer apenas contar uma história e criar personagens. Existe todo um pensamento estético. Na maioria dos planos, a câmera se mantém parada – sempre que a perspectiva é mudada, há um corte para outra tomada imóvel. Essa regra se estende até para as cenas de caminhada. Por mais que andem, os personagens não saem do lugar. Num momento, a avó tenta pegar uma borboleta que entrou na casa, crendo que é seu filho morto. A câmera se move. Mesmo assim, é uma euforia breve e limitada: ela anda em círculos, buscando o que já se perdeu.

Os pais do primogênito acabam prendendo toda a família nesse redemoinho. Mesmo assim, a segunda geração consegue deixar as tristezas de lado assim que vai embora, e a terceira, acompanhada de uma vívida trilha sonora, está mais distante ainda. É só dentro deles (mas à distância) que os antepassados podem viver em paz.

SEGUINDO EM FRENTE
(Aruitemo aruitemo), 2008, Japão. (114 min.)
Dir.: Hirokazu Kore-eda

| Disponível em streaming pelo site: The Auteurs |

The Auteurs

A Mostra em movimento

Plataforma de filmes online se une ao festival e disponibiliza programação online

PEDRO DE BIASI
O FINO DA MOSTRA

O site The Auteurs disponibilizou uma série de filmes da Mostra em streaming. Essa parceria pioneira ajudou a criar o primeiro festival de Cinema internacional online. O domínio é organizado pela Celluloid Dreams, uma produtora de cinema independente, pelo Criterion Collection, uma celebrada distribuidora de filmes de arte, e pela produtora Costa Films.

Com a enorme concorrência nessa 33ª edição da Mostra, a iniciativa é de grande ajuda para os cinéfilos. Houve muita disputa, por exemplo, para Seguindo em Frente, que ao meio-dia e meia do sábado já teve os ingressos esgotados no Cine Bombril. Esse é um dos títulos que podem ser assistidos na rede, após o cadastro gratuito no site.

Outros filmes disponíveis:

TUDO QUE NOS CERCA (GURURI NO KOTO), de Hashiguchi Ryosuke

A VIDA EM BLOCO (BLOQUES), de Carlos Caridad e Alfredo Hueck

KALANDIA – HISTÓRIA DE UMA FRONTEIRA (KALANDIA – A CHECKPOINT STORY), de Neta Efrony

PAPAI FOI CAÇAR PTÁRMIGA (DADDY GOES PTARMIGAN HUNTING), de Robert Morin

VENCER (VINCERE), de Marco Bellochio

O CERCO(FENCE), de Toshi Fujiwara

REIDY, A CONSTRUÇÃO DA UTOPIA, de Ana Maria Magalhães

SIRI-ARA, de Rosemberg Cariry

AMOR EM TRÂNSITO (AMOR EN TRÁNSITO), de Lucas Blanco

MOMENTOS DE JERUSALÉM (REGA YERUSHALAYIM), de Momen Shabaneh, Liviu Babich, Nihad Sabri Markesto, Amber Fares, Avi Goldstein, Yasmine Novak, Radwan Duha, Daniel Gal

HUGO REI E SUA DONZELA (HUGO REY Y SUA DONCELLA), de Franco de Pena

DENTRO DA LEONERA (DENTRO DE LA LEONERA), de Nicolas Benác, Cedric Robion

13 MINUTOS, de Felipe Briso, Gilberto Topczewsky

BR3 (DOCUMENTÁRIO), de Evandro Mocarzel

BR3 (FICÇÃO), de Evandro Mocarzel

À MARGEM DO LIXO, de Evandro Mocarzel

FUTEBOL BRASILEIRO, de Miki Kuretani, Tatiana Vilela

NÓS QUE AINDA ESTAMOS VIVAS (NOI QUE SIAMO ANCORA VIVI), de Daniele Cini

CORTEJANDO CONDI (COURTING CONDI), de Sebastian Doggart

TIKIMENTARY, de Duda Leite

UM LUGAR AO SOL, de Gabriel Mascaro

AQUILES E A TARTARUGA (AKIRESU TO KAME), de Takeshi Kitano

O JOGO DO PAI (DAS VATERSPIEL), de Michael Glawogger

A CANTORA DE TANGO (LA CANTANTE DE TANGO), de Diego Martinez Vignatti

O PEQUENO INDI (PETIT INDI), de Marc Recha