O Casamento de Rachel


Prefira o amador
Do mesmo diretor de O Silêncio dos Inocentes, filme não consegue surpreender

WILSON SAIKI JR.
O FINO DA MOSTRA

Você deve ter aquele casal de amigos que gosta sempre de mostrar o vídeo (agora DVD) do casamento, ou aquela tia que adoraria que toda a família assistisse, novamente, à cerimônia de bodas do casal. É chato, cansativo e em alguns momentos insuportável. Isso se encaixa na descrição de O Casamento de Rachel (Rachel Getting Married, EUA).

No entanto, a personagem principal não é a noiva, mas sim sua irmã Kym (Anne Hathaway, em boa atuação), que deixa uma clínica de reabilitação para participar da cerimônia. As cenas, filmadas em um misto de filme amador, reality show familiar e documentário, acompanham a tediosa preparação do casamento e apresentam os desinteressantes personagens: Rachel (a irmã mimada interpretada por Rosemarie DeWitt), Sidney (o noivo sem carisma), Paul (o pai amigo) e Abby (a mãe ausente).

A presença de Kym causa certo desconforto entre familiares e convidados, principalmente para Rachel, que não quer dividir a atenção dada a sua festa com os problemas e histórias de sua irmã no processo de reabilitação. Os conflitos surgem a partir desse pretexto, parecendo em alguns momentos patéticas brigas infantis.

Quando tudo parece estar suficientemente ruim, eis que começa o casamento, facilmente definido em uma palavra: constrangedor. Sem qualquer sentido, tenta ser ecumênico e multicultural, com referências hinduístas e budistas misturadas ao samba (sim, uma escola de samba brasileira participa do filme, com direito a passistas e tudo…), reggae e rock. Além disso, um grupo de amigos “ensaia” péssimas músicas durante todo o filme, destaque para o irritante violinista da turma. Em certo momento, a própria família pede que eles parem um pouco de tocar, mas estejam preparados, eles continuam até a última cena, já no dia seguinte ao casamento.

Na dúvida prefira pedir emprestado o DVD daquele casal de amigos recém-casados. Provavelmente será mais interessante do que a longa e tediosa produção americana.

O CASAMENTO DE RACHEL
(Rachel Getting Married, 2008. Estados Unidos. 114 min)
Dir.: Jonathan Demme

18/10 (Sab) | 18:50 | Espaço Unibanco Augusta 3
19/10 (Dom) | 22:30 | Cinesesc
21/10 (Ter) | 15:40 | HSBC Belas Artes 2

5 respostas para O Casamento de Rachel

  1. Bah, a Anne Hathaway é tão sem graça que só de saber que é um filme dela nem dá muita vontade de ver…

  2. nossa que crítica ridícula…o filme é ótimo e tem um roteiro simples mas bonito. e a atuação de anne hatheway é dgna de oscar. tmb não podia esperar muito dum sitezinho podre como esse!

  3. eu tmb achei o filme mt ruim…

    não sei pq estão falando tão bem dele..é mt clichê…

    quase dormi.

  4. Adorei a crítica e concordo inteiramente. Poderia ser um bom filme sobre conflitos familiares, mas o q vi foi um amontoado de clichês rasos, superficiais e pretensiosos. O adjetivo “constrangedor” realmente se encaixou perfeitamente…

  5. ANNE É MARAVILHOSA E O FILME É PERFEITO É SÓ O QUE TENHO A DIZER!

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