
Outro homenageado da Mostra é o cineasta japonês Kihachi Okamoto (1924 – 2005). O autor ganhará uma retrospectiva composta por 14 de seus 39 títulos. Kihachi Okamoto, um dos pioneiros do novo cinema japonês, já foi comparado a Samuel Fuller, mas permaneceu pouco conhecido fora do Japão. O diretor, no entanto, influenciou cineastas ocidentais contemporâneos como Quentin Tarantino (“Kill Bill Vol. 1 e 2”) e Jim Jarmusch (“Ghost Dog: Matador Implacável”). Além de seus notáveis filmes de samurai (chambara movies) e de gângster, Okamoto realizou importantes filmes de guerra.
Okamoto nasceu em 1924 em Tottori, no Japão. Em 1943, começou a trabalhar como assistente de direção nos estúdios Toho, mas logo depois foi recrutado pelo serviço militar. Aos 19 anos, foi enviado para a fronte do Pacífico da Segunda Guerra Mundial. Após a guerra, voltou aos estúdios e foi assistente de direção de Senkichi Taniguchi, Masachiro Makino e Mikio Naruse, entre outros. Esta geração de cineastas iria, na década de 1960, repensar e transformar o cinema de gênero japonês.
Como muitos cineastas de sua geração –Masaki Kobayashi (nascido em 1919), Kenji Misumi (nascido em 1921), Seijun Suzuki (nascido em 1923), Yasuzo Masumura (nascido em 1924)–, Okamoto foi influenciado pela Segunda Guerra Mundial, e sua obra é permeada pelos temas da violência e dos conflitos.
Sua cinematografia, no entanto, percorre diversos estilos. Okamoto realizou sérios dramas históricos, filmes de ação e até comédias com toques musicais. Grande fã de John Ford, Okamoto inseriu elementos do western na maioria dos seus filmes.
Suas histórias cômicas, seu trabalho de câmera de tirar o fôlego e sua montagem de ritmo rápido ficaram conhecidas como “toque Kihachi”. Entre os títulos confirmados na Mostra estão seu filme de estréia, “All About Marriage” (1958), e importantes filmes de sua carreira como “Desperado Outpost” (1959), “The Sword of Doom” (1966) , “Kill” (1968), “Oh, My Bomb!” (1964).
(Fonte: assessoria de imprensa)
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Uma pena que nem o Guia da Mostra nem o Especial da Folha terem dado um destaque especial para as retrospectivas de Okammoto e Bergman.
Achei difícil localizar os filmes em meio à programação “normal”…