Arquivo do dia: 29/09/2008

Revival: veja a cobertura da Mostra do ano passado

Entre em http://ofinodamostra.blogspot.com para ler (ou, quem sabe, relembrar como foi) a nossa cobertura da 31a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. A partir de hoje, estamos de volta para acompanhar todos os detalhes da Mostra, que começa no dia 17. Vem aí mais um outubro daqueles. Aguarde!

Retrospectiva Ingmar Bergman

A 32ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que acontece entre 17 e 30 de outubro, exibirá retrospectiva de filmes do cineasta sueco Ingmar Bergman, com obras raras do início de sua carreira. O autor também será homenageado com exposição fotográfica e relançamento de sua autobiografia.

Outro homenageado da Mostra é o cineasta japonês Kihachi Okamoto (1924 – 2005), que também ganhará retrospectiva. A Mostra ainda trará a São Paulo importantes figuras do cinema mundial como o cineasta argentino Pablo Trapero e a atriz, cineasta e cantora portuguesa Maria de Medeiros, e fará exibição especial de “Berlin Alexanderplatz”, uma das grandes obras de Rainer Werner Fassbinder.

Homenagem a Ingmar Bergman

No ano em que Ingmar Bergman completaria 90 anos, a Mostra homenageia o cineasta com uma retrospectiva que privilegia filmes raros do início de sua carreira. Entre os filmes que farão parte da seleção estão “Crise” (1946), “Prisão” (1949), “Rumo à Alegria” (1950) e “A Hora do Lobo” (1968). Os filmes serão exibidos em cópias novas em 35 mm produzidas com supervisão do Instituto Sueco, órgão que difunde a cultura sueca no mundo.

A Mostra também apresentará a exposição “Meus Encontros com Bergman”, uma seleção de fotografias em que o cineasta aparece nos bastidores das filmagens. As fotos, tiradas entre as décadas de 50 e 80, são do sueco Ove Wallin. A exposição já passou por Estocolmo e Tóquio.

A Mostra ainda promoverá o relançamento de “Lanterna Mágica”, a autobiografia do cineasta, reeditada pela Cosac Naify e com tradução direta do original sueco. A obra foi publicada originalmente no Brasil pela editora Guanabara em 1988 e está esgotada.

(Fonte: assessoria de imprensa)

Retrospectiva Kihachi Okamoto

Outro homenageado da Mostra é o cineasta japonês Kihachi Okamoto (1924 – 2005). O autor ganhará uma retrospectiva composta por 14 de seus 39 títulos. Kihachi Okamoto, um dos pioneiros do novo cinema japonês, já foi comparado a Samuel Fuller, mas permaneceu pouco conhecido fora do Japão. O diretor, no entanto, influenciou cineastas ocidentais contemporâneos como Quentin Tarantino (“Kill Bill Vol. 1 e 2”) e Jim Jarmusch (“Ghost Dog: Matador Implacável”). Além de seus notáveis filmes de samurai (chambara movies) e de gângster, Okamoto realizou importantes filmes de guerra.

Okamoto nasceu em 1924 em Tottori, no Japão. Em 1943, começou a trabalhar como assistente de direção nos estúdios Toho, mas logo depois foi recrutado pelo serviço militar. Aos 19 anos, foi enviado para a fronte do Pacífico da Segunda Guerra Mundial. Após a guerra, voltou aos estúdios e foi assistente de direção de Senkichi Taniguchi, Masachiro Makino e Mikio Naruse, entre outros. Esta geração de cineastas iria, na década de 1960, repensar e transformar o cinema de gênero japonês.

Como muitos cineastas de sua geração –Masaki Kobayashi (nascido em 1919), Kenji Misumi (nascido em 1921), Seijun Suzuki (nascido em 1923), Yasuzo Masumura (nascido em 1924)–, Okamoto foi influenciado pela Segunda Guerra Mundial, e sua obra é permeada pelos temas da violência e dos conflitos.

Sua cinematografia, no entanto, percorre diversos estilos. Okamoto realizou sérios dramas históricos, filmes de ação e até comédias com toques musicais. Grande fã de John Ford, Okamoto inseriu elementos do western na maioria dos seus filmes.

Suas histórias cômicas, seu trabalho de câmera de tirar o fôlego e sua montagem de ritmo rápido ficaram conhecidas como “toque Kihachi”. Entre os títulos confirmados na Mostra estão seu filme de estréia, “All About Marriage” (1958), e importantes filmes de sua carreira como “Desperado Outpost” (1959), “The Sword of Doom” (1966) , “Kill” (1968), “Oh, My Bomb!” (1964).

(Fonte: assessoria de imprensa)

“Berlin Alexanderplatz”, de Rainer Werner Fassbinder

A Mostra fará exibição especial de “Berlin Alexanderplatz”, série de 1980 realizada para a TV pelo cineasta alemão Rainer Werner Fassbinder. É a primeira vez que a obra, com mais de 15 horas de duração, será exibida em 35 mm no Brasil –a série foi exibida em 16 mm na 9ª Mostra de Cinema, em 1985. A exibição, que tem apoio do Instituto Goethe, será dividida em blocos de três episódios por noite a partir de 25 de outubro.

(Fonte: assessoria de imprensa)

Show de encerramento com Maria de Medeiros

A atriz, cineasta e cantora portuguesa Maria de Medeiros fará, em 30 de outubro, o show de encerramento da Mostra. Medeiros, que foi nomeada em 17 de março deste ano “Artista da UNESCO pela Paz”, apresentará no teatro do SESC Pinheiros canções de seu primeiro disco, “A Little More Blue”, em que interpreta composições de Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil. O disco é uma carinhosa homenagem à música popular brasileira e aos seus autores de resistência nos anos da ditadura militar.

Em sua adolescência, Maria de Medeiros aprendeu a decifrar nas entrelinhas das canções a resistência de compositores brasileiros. No álbum, Medeiros ordena de maneira inédita o sentido das canções interpretadas, nascidas em ambiente de repressão, frustrações políticas e desejos de transformação.
Maria de Medeiros nasceu em Lisboa, Portugal, em 1965. Reconhecida atriz internacional, já foi a frágil e insegura mulher de Bruce Willis em “Pulp Fiction” (1994), de Quentin Tarantino; a emotiva e transgressora escritora Anaïs Nin em “Henry & June” (1990), de Phillip Kaufman; a doida e alienada amante de um empresário da construção civil em “Ovos de Ouro” (1993), de Bigas Luna; entre outros inúmeros papéis.

Como diretora, seu primeiro longa-metragem foi o drama “Capitães de Abril”, que recebeu o Prêmio do Júri Internacional da 24ª Mostra de Cinema em 2000. Em 2004, a Mostra exibiu seu segundo longa, o documentário “Bem Me Quer…Mal Me Quer”, sobre a relação de amor e ódio entre artistas e críticos. Medeiros dirigiu um dos segmento de “Bem-Vindo a São Paulo”, longa-metragem coletivo realizado em São Paulo por vários cineastas internacionais consagrados a convite de Leon Cakoff, diretor da Mostra. O filme foi exibido na 28ª Mostra e lançado em circuito comercialmente em circuito nacional em 2007.

(Fonte: assessoria de imprensa)